Quem é que percebe de política?

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Hoje um amigo disse-me que pelo que eu ponho no facebook, mais pareço ser de ciências políticas do que ciências. Ele disse-me também que tinha consciência de que devia perceber mais de política e de que está completamente alheado de tudo o que se passa, mas acha tudo tão confuso e complicado que deixa que tudo lhe passe ao lado…

Eu confessei-lhe que também não percebo grande coisa mas que, da mesma forma que outras pessoas da minha rede partilham notícias ou artigos que acham relevantes, eu tento fazer o mesmo porque no dia-a-dia essa informação perde-se facilmente e é uma forma de chamar a atenção.

Conversa puxa conversa, ambos concordámos nalguns aspectos, existe um género de cortina aparente entre os cidadão e a política. Aparentemente todos os cidadãos têm de perceber de ideologias políticas de esquerda e de direita para poderem entender esse elefante branco que é a política. Os cidadãos têm também aparentemente de decorar nomes de ditas personalidades políticas para poderem “participar na conversa”. Os cidadãos aparentemente precisam de muita coisa para serem dignos da política, só não precisam é de ter entendimento, conhecimento, competências e qualificações para lhes irem aos bolsos.

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Esta é a maior falácia da manipulação de interesses em Portugal e no Mundo. Nada é claro, nada é transparente e a política não aparenta ter o mínimo interesse em se fazer entender aos cidadãos. No entanto, são os cidadãos que sustentam a política. Mas os meios de comunicação social têm coisas bem mais interessantes do que a política para explicar tacitamente, mesmo que entre os accionistas desses órgãos estejam personalidades políticas e empresas corporativas que beneficiam das políticas que limitam e prejudicam os pequenos e médios empresários e os cidadãos em geral.

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A situação em que os cidadãos se encontram neste momento, resultante das decisões políticas nacionais e europeias que têm vindo a ser tomadas até hoje, é uma consequência em grande parte de medidas desconhecidas para o cidadão e a cidadã comuns. Os desfalques da banca nacional e europeia, o enriquecimento ilícito, o favorecimento de entidades privadas, a ineficiência da Justiça são ilegalidades conseguidas à custa da corrupção e da viabilização de leis que se tornam mecanismos legais para lesar os cidadãos, o serviço público e para permitir a fuga de capitais. Não é preciso alguém definir-se ideologicamente para perceber o que é a corrupção. Não é preciso ser-se de esquerda ou de direita para se perceber que os interesses políticos não exprimem os interesses dos cidadãos. Não são os cidadãos que não são suficientemente bons para a política, as instituições políticas nacionais e europeias é que não representam os cidadãos. Por isso desenganem-se se pensam que não podem ter nada a ver com política, porque a política tem tudo a ver convosco: Nós somos a sua razão de existir.

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“As Meninas Gordas”de Albino Moura

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Albino Moura

Conheci a obra deste artista nas ilustrações dos livros de Língua Portuguesa. O que eu gostava das pinturas das “Meninas Gordas”…

…Foi esse o nome que atribuí à obra de Albino Moura quando ainda não sabia o seu nome, por não ter lido, ou não ter visto as legendas…

…E sabia identificar as “Meninas Gordas” se visse um quadro nalguma loja por onde passasse.

Só algures no início da faculdade é que vi as “Meninas Gordas” na capa de um livro, numa livraria em Lisboa, e “conheci” finalmente o pai das meninas 🙂

Continuo a adorá-las. 🙂

E se eu estiver

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E se eu estiver

no desassossego cego

no contentamento bom

no intensamente ir

no som surdo do ar

na minha mente louca

no eco do que acontece

no timbre da minha boca

onde não vejo e sinto

onde imagino e minto

na brisa azul do céu

no ondular crú do mar

no vento que vem e vai

e volta a revolver

a maresia na areia

e as pedras tigradas

roladas pelo chão

nas manhãs apagadas

nas noites nuas de Verão

“Mohamed Aki”, a advogada da Diaba… ou talvez não…

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No seguimento do alvoroço do cartão do cidadão percebeu-se o seguinte, os Portugueses dão maior prioridade ao recalcamento das investidas feministas do que se manifestam contra a corrupção dentro do próprio Estado.

Se a ideia de alterar o nome do cartão do cidadão é descabida? Acho que sim, mas não por achar que o cartão está muito bem como está, muito pelo contrário. Eu, remodelá-lo-ia dos pés à cabeça.

1. Reduziria os 4 números (identidade, contribuinte, segurança social e serviço nacional de saúde) para um único número de identidade, implicando isso o investimento na actualização das bases de dados dos referidos serviços, promovendo o cruzamento dos dados entre os mesmos, aproveitando para melhorar a acessibilidade à fiscalização e ao combate à fraude.

2. Colocaria no cartão do cidadão o grupo sanguíneo e simbologias que identificassem alergias a medicamentos e quaisquer informações de saúde essenciais ao internamento de urgência de qualquer cidadão.

3. Faria uma maior distinção no cartão entre “cidadania” e “nacionalidade”, de modo a que o cartão fosse igual para cidadãos nacionais e estrangeiros, constando no mesmo a nacionalidade.

4. E porque não chamá-lo “cartão de cidadania”? O documento anterior chamava-se “bilhete de identidade”, são ambas palavras que não têm diferenciação de género. Não é que a questão seja essencial, não vai diminuir a burocracia, nem facilitar os diagnósticos em caso de acidente, mas daí a ser o rastilho para a “escandaleira” que se vê… Isso sim, é que me dá vontade de rir! XD

A Língua Portuguesa faz parte da nossa História. A nossa História não foi escrita por mulheres e, se houve as que fizeram História, os seus registos são parcos. A Língua Portuguesa também não foi estruturada por mulheres, logo não traduz uma visão de igualdade de género.

A revolução do 25 de Abril não trouxe a igualdade de género, mas abriu portas para que se lutasse por ela e, se essa luta um dia for bem sucedida, é normal que se traduza na cultura e obviamente na evolução da utilização da língua.

E se não houver nós contra eles?

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Vivemos num mundo de dualidades:

  • ocidente/oriente;
  • cristianismo/islamismo;
  • bons/maus;
  • civilizados/terroristas;
  • livres/oprimidos…

… será mesmo esta a realidade?

Atendendo aos recentes atentados:

  • Não é estranho ninguém questionar nada e saltar-se logo para a sentença do ódio?
  • Os media não têm interesse em saber e em explicar à comunidade como houve espaço para que acontecesse um atentado? É compreensível que já vários tenham sido evitados, mas eu acho importante perceber em que medida este não foi.
  • Não seria interessante explicar na tv e nos periódicos como se financiam as organizações terroristas, no mínimo tantas vezes quantas aquelas em que se publicita o terrorismo?
  • Porque é que não se fala abertamente sobre como os terroristas subsistem? Eles são de carne e osso, certo? Eles precisam de comer, beber e de ter acesso à saúde para sobreviver. Ora, ninguém nega que eles estão aí para as curvas. Como é que conseguem? Não há água potável, nem agricultura, nem agronomia, nem equipamentos médicos funcionais em cenários de guerra, pois não? Os europeus, os americanos e os russos estão a bombardear aquilo tudo, certo? Como é que eles conseguem? Onde é que estão as reportagens sobre isso?
  • E as armas? E os veículos? E o dinheiro? Eles não produzem armas, Existem listas dos fabricantes de armas e eles não estão lá. Existem listas de fabricantes veículos e, adivinhe-se… eles não estão lá! Não, eles não emitem moeda e mesmo que emitissem não seria válida. Então que moeda(s) usam eles? Quais são as suas fontes? Quais os percursos desde as fontes até às mãos deles? Porque é que não aparecem nas notícias?

Vocês não têm necessidade de saber? Descarregam a raiva no facebook e pronto? É só isso? Não têm dúvidas? Caramba! Podia ter sido um amigo, ou um familiar vosso a morrer num destes atentados… Podia ter sido um de nós…

O último post do ano

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Após ver vários votos de Feliz Ano Novo ao longo do dia, uns com resoluções, outros com retrospectivas… passaram-me várias coisas pela cabeça. Mas isso não é de todo conversa para agora. Bem, quer dizer, só um bocadinho…

Há umas “coisinhas” que me moeram a cabeça este ano, essencialmente porque parece que nunca mais acabam. É algo assim: Meus amigos, sejam vocês próprios custe o que custar. É que eu fico triste quando vejo amigos e amigas sentirem-se infelizes porque querem corresponder a padrões forjados que não são os seus. Por exemplo, vejamos estes clichés:

  • Amigos frustrados no trabalho e que trazem isso para casa. Tenho uns quantos desses. Podem dizer que ao menos têm um trabalho estável, mas isso vem embrulhado em desvalorização profissional e pessoal, para além de um sistema nervoso caótico que mina grande parte das relações pessoais…
  • Amigos que mantêm relações porque têm fobia de ficar sozinhos. Aguentam anos de violência psicológica dos/as companheiros/as que fazem deles/as “gato-sapato”, têm a auto-estima no fundo do poço e acham que a vida é mesmo assim. Quando precisam de apoio estão sozinhos, quando precisam de motivação estão sozinhos, quando precisam de força sugam-lhes a energia. Mas alimentam este bicho porque ficar sozinho/a é o pior que lhes pode acontecer… Acham que para além daquela pessoa viciada em desvalorizá-los, ninguém mais lhes dá valor. A vida é irónica… Sim, tenho alguns destes também.
  • Aqueles amigos que querem que as coisas mudem mas que, por orgulho, teimosia e medo de sair da zona de conforto, repetem os mesmos erros e acabam por viver as mesmas consequências. Sim, também fazem parte da lista.

No fundo, tudo vai dar a um motivo comum, esqueceram-se de quem eram, dos sonhos e ambições que tinham e deixaram-se moldar por estereótipos falhados que não eram os seus.

Claro que eu estou bem longe da perfeição, mas seria uma imperfeita mais feliz se todos tivéssemos as nossas imperfeições de volta. Ao fim ao cabo, quem nos cobra raramente nos paga as contas…

Bem, vamos deixar as “lamechices” em 2015, daqui a meia hora é ano novo e espero que 2016 seja um ano de arromba! Onde quer que estejam, façam uma grande festa. É uma ordem!!!

Cenas de Amor

O amor não se define por palavras, pois no seu estado absoluto o amor transcende-as e transcende-nos…

É por isso que, dentro das nossas limitações, nunca encontramos as palavras suficientes para o expressar na sua plenitude. No entanto, poderemos senti-lo na sua plenitude, se estivermos na sua sintonia.


Um dia dir-te-ei tudo
Num laivo de silêncio
Infinito no teu olhar
No suspenso do teu alento


O meu é o teu sorriso
Por  isso estou, para te sorrir
E existir em tudo o que és
Espero apenas porque vens


Fartei-me do convencional
Do ideal e do alternativo
Do que me culpa e exige
Do invasor e possessivo
Fartei-me do manipulador
E fartei-me do inseguro
Do que me segura o passo
Para sua segurança
Então fiquei apenas eu
Foi tal acto de heresia
Mas olha, eu sou herége
E no sagrado não te via
Por isso subi mais alto
Acima da ilusão
Pudesse eu, quem sabe
Ver-te com o coração

Sofia Viana Carvalho                      Yoga Spot Amadora     14 de Fevereiro   Dia de São Valentim